quinta-feira, 8 de maio de 2008

Mais uma "poesia" ...

Saudações aos perdidos que se encontram no meu blog pela raridade.
Enquanto continuo com meu atual artigo que, espero eu, em breve estará a disposição também aqui, tomei a liberdade de escrever uma poesia baseada, não só na existência como um todo da "nova moral" liberal como também na podridão do pensamento humano de muitos que me cercam, amigos ou não, principalmente os que não são, mas admito que me vejo muito decepcionado com alguns que se fazem presente na minha vida.

Moralidade Social

Na sociedade viril, enferma, mascarada
só as párias vivem de alma lavada
Todos os dias, os mesmos, sonham sem esperança
e a descrença na humanidade, já se faz a herança
Pois, a hipocrisia que me asola
é a mesma que a tua moral esfola

Eis que estruge, ao longe no pântano urbano
a torpe sirene do raiar tirano
Matemos, por favor, alguns desempregados
que o mercado, que se regula, está congestionado
Nada mais justo para quem da revolução se retém
o ímpeto da morte que te convém

Tá que a taquicardia já tornou-se rotineira
afim de regular o nosso amálgama que devaneia
E o futuro não se reestrutura em analepsia
já que não satisfaz o presente, o passado em anartria
Sociedade bela, livre de temores
indivíduos martirizados, banhados de tumores

Cada olhar das pessoas que te cerca
deprimem inúmeras razões na alverca
E entre brados dos menos afortunados
tornam-se presente esforços espasmados
Mergulhando em rios da perversa exatidão
que com vãos se poetrifica pela perfeição

Nada mais banal que a cultura obsoleta
que lhe recai a mais bela vendetta
Que no alvorecer das eras
lançam-se possibilidades em terras ermas
Taxada de hipocrisia, já não vem tão cedo
toda a coragem que se retrai em medo

E a barreira que deixa surda a histeria
se confunde com o sono da apoplexia
E de uma só vez a sociedade te rebaixa a réu
como se te cortasse a garganta com fel
Ao final reflete à fúnebre cerimônia
e degusta covardemente a acrimônia

Silenciosamente torna-te íntimo da última canção
com a qual te entrega o coração
Lembrando um dueto amoroso mórbido
enterrando assim, o valor do sentimento apócrifo
No momento em que mais nada faz sentido
E nem os olhos de terceiros tornam-se ressentidos

É a hora que a podridão te consome
e nada mais clama pelo teu nome
E que cada palavra que foi pronunciada
acumúla-se na perdição da hecatombe anunciada
Ferindo pela última vez
a sociedade em toda a sua altivez


As vezes só consigo me expressar nesse assunto com um lirismo altamente condenável, mas pelo menos assim pude de alguma forma trazer à tona isso... hehe

3 comentários:

Alessandra disse...

Nossa que poesia radical, muito boa mesmo mostra até demais o aspecto social em que nós nos encontramos.Bateu crise de existencialismo haha! Beijinhos Fabinho!

Alê

Pênis Cleide disse...

aprenda a escrever de forma mais coesa e objetiva ahahah não rola de todo mundo ler o dicionário pra acompanhar essas palavras que só você deve conhecer. parece que vc fez 1 esforço pra escrever em grego! DIÁLOGO é a palavra de ordem do momento hahahaha =*

fábio bocó disse...

hum....
que rimadinho!!
uehuheuhue
vc usou a palavra fel!
=)