segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mais uma poesia!

Nem bem postei a última intercalação de palavras e já tive vontade de postar outras novas! Estava conversando com uma amiga, a qual, admito, amo muito, e não é porque ela é linda, e me foi passado por ela, uma poesia de sua autoria, que eu gostaria de postar aqui para divulgá-la. Trata-se, antes de tudo, de uma reflexão como as coisas subjetivas e com entendimentos complexos, tornaram-se objetivas e de curto prazo, banalizando também seu significado intrínseco. Infelizmente não lhes darei o nome da autora!

Sobre amor e sexo

Chegou um tempo em que não têm-se mais tempo. Nos anos, auroras boreais, em que éramos virgens de pele e emoção, o amor era o ponteiro das horas. Chegou um tempo em que o relógio não é mais figurado, e tem os ponteiros apontados rigidamente contra o ser. Hoje conto nos dedos os sentimentos e sentidos que não passaram, que foram mastigados feito chiclete, bola de mascar sem o gosto açucarado da infância rebelde. Fomos ensinados a dar apenas com o prazer de receber e a numerar os fracassos emocionais como histórias ruins que se esquecem na estante empoeirada da memória gasta. Sinto falta do tempo sem horas, do tempo sem freios e aceleradores de intensidade. O amor ainda é desejado, perseguido, feito um cavaleiro andante sem face. O amor virou um Quixote, sinônimo da loucura, da luta de tentar fazer brotar um mundo que existe apenas naqueles que negam em aceitar o universo que os envolve e corrompe. Talvez, como disse o poeta, amar tenha resultado inútil. Chegou um tempo em que sobram utilidades, usos e desusos. Anos passaram e hoje o amor soa como sexo, e a pele como ornamento da alma (raiz fraca do ser).

3 comentários:

autor desconhecido disse...

te amo fabio!

Marília França disse...

maravilhoso o poema..
Me vi nele... Me espelhei!!!
Nossa, parecia eu falando.... hahahah
:(

Marília França disse...

vamos retornar ao mundo virtual???
quando irá atualizar???
quero ler as coisas novas...
ver as fotos...
:D